Nascido em 24, este jovem museu reúne as coleções de vestuário espalhadas por outros museus, nomeadamente o Museu do Traje Regional e Histórico. Depois de um ano e meio de obras de reabilitação, o museu reabriu as suas portas no outono de 2021, com uma nova exposição permanente da sua coleção, com um discurso expositivo renovado e melhor acessibilidade, reunindo mais de mil peças, metade das quais nunca tinham sido expostas, que se renovarão periodicamente.
O Museu do Traje alberga uma coleção de mais de 30000 peças, organizadas em várias coleções históricas e contemporâneas. O museu conserva escassas mas significativas peças dos séculos XVI e XVII, entre as quais se destaca um gibão de mulher de finais do século XVI e uma luva de renda do século XVII. A coleção do século XVIII possui excelentes exemplos do traje masculino com uma vasta e rica coleção de jaquetas e coletes, além da coleção de casacas femininas e peças típicas do majismo. O século XIX tem uma representação mais limitada em número de objetos, mas compreende os vários estilos do período. Guarda também uma significativa coleção de peças dos mais importantes estilistas do século XX.
O edifício que acolhe o Museu do Traje foi construído entre 1971 e 1973 e inaugurado em 1975 como Museu Espanhol da Arte Contemporânea, próximo da Moncloa e da Cidade Universitária. É obra do arquiteto Jaime López de Asiain, que obteve o Prémio Nacional de Arquitetura em 1969. Concebido desde o início como museu, o edifício está perfeitamente adaptado à função com as salas multiúsos, a facilidade de circulação e a limpeza e flexibilidade da conceção.
O encerramento do museu por motivo de obras desde 2019 até ao final do verão de 2021 tornou possível a transformação da sua coleção permanente. Depois de repensar o discurso expositivo, concebeu-se um percurso que reúne mais de mil peças (que representam apenas 1% da coleção do museu), que irão se rotando periodicamente para garantir a sua preservação a longo prazo, devido à delicada natureza dos tecidos e materiais de cada peça de vestuário.
A nova exposição permanete inclui peças dos fundos têxteis, mas também peças do foro etnológico e documental, que ajudam a contextualizar as diferentes épocas e a compreender que as modas transcendem o âmbito da indumentária.
Assim, através da recreação de diversos cenários, que ilustram a influência da moda nos objetos quotidianos, constrói-se um percurso cronológico que se estende desde o século XVII atá os nosso dias, que nos mostra como a publicidade e os meios de comunicação foram participes ativos na generalização das modas, e como estas também estavam associadas aos hábitos de saúde, higiene beleza.
O museu conta ainda com uma secção dedicada à indumentária tradicional, com uma rica coleção de trajes regionais.
A exposição permanente é complementada com visitas guiadas, material para a realização de visitas familiares de forma autónoma, uma visita virtual e outras atividades que se irão desenvolvendo ao longo da temporada.